quarta-feira, 24 de maio de 2017

7º DOMINGO DE PÁSCOA (ano A)

NOTA: Excepcionalmente, esta semana seguimos o calendário litúrgico francês (onde a Solenidade da Ascensão é celebrada à quinta-feira) e publicamos as leituras do 7º domingo do tempo pascal.
Os leitores que nos seguem de Portugal, podem encontrar a liturgia da Palavra da Ascensão clicando neste link.


Leitura dos Actos dos Apóstolos
(Actos 1, 12-14)
Depois de Jesus ter subido ao Céu, os Apóstolos voltaram para Jerusalém, descendo o monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, à distância de uma caminhada de sábado. Quando chegaram à cidade, subiram para a sala de cima, onde se encontravam habitualmente. Estavam lá Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zeloso, e Judas, irmão de Tiago. Todos estes perseveravam unidos em oração, em companhia de algumas mulheres, entre as quais Maria, Mãe de Jesus.


SALMO RESPONSORIAL – Salmo 26 (27), 1.4.7-8a
Espero contemplar a bondade do Senhor na terra dos vivos.

O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é protector da minha vida:
de quem hei-de ter medo?

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para gozar da bondade do Senhor
e visitar o seu santuário.

Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica,
tende compaixão de mim e atendei-me.
Diz-me o coração: «Procurai a sua face».
A vossa face, Senhor, eu procuro.


Leitura da Primeira Epístola de São Pedro
(1 Pedro 4, 13-16)
Caríssimos: Alegrai-vos, na medida em que participais nos sofrimentos de Cristo, a fim de que possais também alegrar-vos e exultar no dia em que se manifestar a sua glória. Felizes de vós, se sois ultrajados pelo nome de Cristo, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vós. Nenhum de vós tenha de sofrer por ser ladrão ou assassino ou malfeitor ou difamador. Se, porém, sofre por ser cristão, não se envergonhe, mas antes dê glória a Deus por ter esse nome.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 17, 1-11a)
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: «Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho Te glorifique, e, pelo poder que Lhe deste sobre toda a criatura, Ele dê a vida eterna a todos os que Lhe confiaste. É esta a vida eterna: que Te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo. Eu glorifiquei-Te sobre a terra, consumando a obra que Me encarregaste de realizar. E agora, Pai, glorifica-Me junto de Ti mesmo com a glória que tinha em Ti, antes que houvesse mundo. Manifestei o teu nome aos homens que do mundo Me deste. Eram teus e Tu mos deste, e eles guardam a tua palavra. Agora sabem que tudo quanto Me deste vem de Ti, porque lhes comuniquei as palavras que Me confiaste e eles receberam-nas: reconheceram verdadeiramente que saí de Ti e acreditaram que Me enviaste. É por eles que Eu rogo; não pelo mundo, mas por aqueles que Me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu; e neles sou glorificado. Eu já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, enquanto Eu vou para Ti».


BOA NOTÍCIA
Uma página "inédita"
Nos países onde a Festa da Ascensão é celebrada ao domingo (é o caso de Portugal, mas não da França) as comunidades paroquiais podem permanecer anos sem escutar e meditar o Evangelho previsto para esse dia, pois as leituras da missa são anualmente substituídas pelas desta solenidade. E é uma pena...

É pena porque na liturgia da Palavra do 7º domingo do tempo Pascal encontramos o início do 17º capítulo do Evangelho de São João. Podemos considerar esse texto a última parte do testamento de Jesus e uma das Suas orações mais íntimas: é a prece do Filho ao Pai; é a oração de um irmão que não esquece aqueles que ama; é a leitura que nos revela o desejo de alargar a comunhão de amor, entre o Pai e o Filho, a todos os homens e mulheres.

Nesta página encontramos também a resposta à pergunta que certamente formulámos no início do Evangelho, quando, durante a narração das bodas de Caná, Jesus afirmou: «Ainda não chegou a minha hora».

Se aquela não era a “hora”, então qual seria? Quando é que, para São João, chega finalmente a hora de Jesus? É precisamente neste 17º capítulo (o capítulo que precede o relato da Paixão, morte e Ressurreição) que o evangelista sacia a curiosidade dos seus leitores e coloca estas palavras na boca do Messias: «Pai, chegou a hora! Manifesta a glória do teu Filho, de modo que o Filho manifeste a tua glória, segundo o poder que lhe deste sobre toda a Humanidade, a fim de que dê a vida eterna a todos os que lhe entregaste».

Caro amigo(a), fica aqui o convite: pega na tua Bíblia e lê este capítulo. 
É o testamento de Jesus! 
É a Sua oração de despedida! 
E, provavelmente, é uma leitura que ainda não conheces.

P. Carlos Caetano
in LusoJornal 2017.05.24







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