quarta-feira, 6 de maio de 2015

6º DOMINGO DA PÁSCOA (ano B)

Leitura dos Actos dos Apóstolos
(Act 10,25-26.34-35.44-48)
Naqueles dias, Pedro chegou a casa de Cornélio. Este veio-lhe ao incontro e prostrou-se a seus pés. Mas Pedro levantou-o, dizendo: «Levanta-te, que eu também sou um simples homem». Pedro disse-lhe ainda: «Na verdade, eu reconheço que Deus não faz acepção de pessoas, mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável». Ainda Pedro falava, quando o Espírito desceu sobre todos os que estavam a ouvir a palavra. E todos os fiéis convertidos do judaísmo, que tinham vindo com Pedro, ficaram maravilhados ao verem que o Espírito Santo se difundia também sobre os gentios, pois ouviam-nos falar em diversas línguas e glorificar a Deus. Pedro então declarou: «Poderá alguém recusar a água do Baptismo aos que receberam o Espírito Santo, como nós?» E ordenou que fossem baptizados em nome de Jesus Cristo. Então, pediram-lhe que ficasse alguns dias com eles.


SALMO RESPONSORIAL – Salmo 97 (98)
Refrão : O Senhor manifestou a salvação a todos os povos.

Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.


Leitura da Primeira Epístola de São João
(1 Jo 4,7-10)
Caríssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 15,9-17)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, Assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».


BOA NOTÍCIA
Ágape
No Evangelho do próximo domingo, dia 10, encontramos a “lei” fundamental que Jesus nos deixou: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei». Porém, o que significa exactamente “amar”? Pesquisar o termo “amor” na internet produz milhares de resultados diferentes! São páginas e páginas de discordâncias e contradições, que ilustram claramente os mil usos (e abusos) que fazemos desta palavra hoje em dia.

Por sua vez, o grego antigo (a língua em que foi escrito este Evangelho) possui quatro palavras diferentes, que podem ser traduzidas com o termo “amor”. “Éros”, que designa o amor passional, carregado de desejo sensual e atracção física. “Phília”, que significa amizade ou o amor entre amigos e familiares. “Stórghe”, uma palavra utilizada ainda hoje no grego moderno e que se refere principalmente ao afecto natural que se gera, por exemplo, entre pais e filhos.

A última palavra é “ágape”: é este o termo que encontramos no Evangelho desta semana. “Ágape” indica um sentimento diferente, muito especial e que caracteriza a revelação que Jesus Cristo fez de Seu Pai. “Ágape” é o amor de dilecção, oblativo, gratuito. Um amor que não procura o próprio interesse mas sim o bem do outro. Um amor que não se preocupa em receber, mas que vive para dar. “Ágape” é o amor que perdura, mesmo quando não obtém resposta; que subsiste ainda que seja ferido ou magoado. Este é o amor que Jesus testemunhou com a Sua vida. É o amor que somos convidados a viver; é a estrada que somos chamados a percorrer. Bom caminho!

P. Carlos Caetano
in LusoJornal 06.05.2015



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