quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

4º DOMINGO DO TEMPO COMUM (ano A)

Leitura da Profecia de Sofonias
(Sof 2, 3; 3, 12-13)
Procurai o Senhor, vós todos os humildes da terra, que obedeceis aos seus mandamentos. Procurai a justiça, procurai a humildade; talvez encontreis protecção no dia da ira do Senhor. Só deixarei ficar no meio de ti um povo pobre e humilde, que buscará refúgio no nome do Senhor. O resto de Israel não voltará a cometer injustiças, não tornará a dizer mentiras, nem mais se encontrará na sua boca uma língua enganadora. Por isso, terão pastagem e repouso, sem ninguém que os perturbe.


SALMO RESPONSORIAL – Salmo 145 (146), 7.8-9a.9bc-10
Refrão: Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.

O Senhor faz justiça aos oprimidos,
dá pão aos que têm fome
e a liberdade aos cativos.

O Senhor ilumina os olhos dos cegos,
o Senhor levanta os abatidos,
o Senhor ama os justos.

O Senhor protege os peregrinos,
ampara o órfão e a viúva
e entrava o caminho aos pecadores.

O Senhor reina eternamente.
O teu Deus, ó Sião,
é Rei por todas as gerações.


Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
(1 Cor 1, 26-31)
Irmãos: Vede quem sois vós, os que Deus chamou: não há muitos sábios, naturalmente falando, nem muitos influentes, nem muitos bem-nascidos. Mas Deus escolheu o que é louco aos olhos do mundo para confundir os sábios; escolheu o que é vil e desprezível, o que nada vale aos olhos do mundo, para reduzir a nada aquilo que vale, a fim de que nenhuma criatura se possa gloriar diante de Deus. É por Ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual Se tornou para nós sabedoria de Deus, justiça, santidade e redenção. Deste modo, conforme está escrito, «quem se gloria deve gloriar-se no Senhor».


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 5,1-12)
Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo:
«Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram,
porque serão consolados.
Bem-aventurados os humildes,
porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração,
porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz,
porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça,
porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa,
vos insultarem, vos perseguirem
e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.
Alegrai-vos e exultai,
porque é grande nos Céus a vossa recompensa».


BOA NOTÍCIA
Felizes!
Apesar das nossas diferenças, todos procuramos o mesmo: ser felizes. No entanto, se perguntarmos às pessoas onde estão a procurar a felicidade, as respostas serão, certamente, muito diferentes. Alguns dirão que o segredo está numa vida familiar harmoniosa; outros falarão de saúde e trabalho; vários indicarão a estrada da diversão e do lazer; muitos dirão que a resposta está no dinheiro e na fama.

No próximo domingo, dia 29, Jesus troca-nos as voltas com o seu "Sermão da montanha" e ensina-nos que a felicidade será alcançada pelos pobres de espírito, os humildes, os que choram, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz, os perseguidos por amor da justiça e insultados por causa do Seu nome (cf. Mt 5,1-12).

Estas bem-aventuranças são o âmago (o centro) da Boa Nova proclamada por Jesus. Revelam-nos um outro olhar e uma outra lógica. Do alto da montanha, o Filho de Deus olhou para a multidão, viu pobres, aflitos, doentes e toda uma série de situações que não correspondiam à ideia mundana de felicidade. Jesus ensinou-nos que estas experiências não são sem esperança. Aliás: são caminhos que podem conduzir à felicidade se, iluminados pela palavra de Deus, nos disponibilizarmos a acolher e a construir o Seu Reino. Tal como dizia São Paulo: «Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo ou a espada? (...) nem a morte nem a vida, nem os Anjos nem os Principados, nem o presente nem o futuro (...) poderá separar-nos do amor de Deus, que se manifestou em Cristo Jesus, Nosso Senhor» (cf. Rom 8,35-39).

P. Carlos Caetano
in LusoJornal 2017.01.25


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