sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

4º DOMINGO DO TEMPO COMUM (ano B)

Leitura do Livro do Deuteronómio
(Deut 18,15-20)
Moisés falou ao povo, dizendo: «O Senhor teu Deus fará surgir no meio de ti, de entre os teus irmãos, um profeta como eu; a ele deveis escutar. Foi isto mesmo que pediste ao Senhor teu Deus no Horeb, no dia da assembleia: ‘Não ouvirei jamais a voz do Senhor meu Deus, nem verei este grande fogo, para não morrer’. O Senhor disse-me: ‘Eles têm razão; farei surgir para eles, do meio dos seus irmãos, um profeta como tu. Porei as minhas palavras na sua boca e ele lhes dirá tudo o que Eu lhe ordenar. Se alguém não escutar as minhas palavras que esse profeta disser em meu nome, Eu próprio lhe pedirei contas. Mas se um profeta tiver a ousadia de dizer em meu nome o que não lhe mandei, ou de falar em nome de outros deuses, tal profeta morrerá’».


SALMO RESPONSORIAL – Salmo 94 (95)
Refrão: Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações.

Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
aclamemos a Deus, nosso Salvador.
Vamos à sua presença e dêmos graças,
ao som de cânticos aclamemos o Senhor.

Vinde, prostremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos criou;
pois Ele é o nosso Deus
e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:
«Não endureçais os vossos corações,
como em Meriba, como no dia de Massa no deserto,
onde vossos pais Me tentaram e provocaram,
apesar de terem visto as minhas obras»


Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
(1 Cor 7,32-35)
Irmãos: Não queria que andásseis preocupados. Quem não é casado preocupa-se com as coisas do Senhor, com o modo de agradar ao Senhor. Mas aquele que se casou preocupa-se com as coisas do mundo, com a maneira de agradar à esposa, e encontra-se dividido. Da mesma forma, a mulher solteira e a virgem preocupam-se com os interesses do Senhor, para serem santas de corpo e espírito. Mas a mulher casada preocupa-se com as coisas do mundo, com a forma de agradar ao marido. Digo isto no vosso próprio interessa e não para vos armar uma cilada. Tenho em vista o que mais convém e vos pode unir ao Senhor sem desvios.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 1,21-28)
Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!» E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.


BOA NOTÍCIA
Palavras, leva-as o vento.
O Evangelho do próximo Domingo, dia 28, apresenta-nos uma das profissões de fé mais claras e directas que podemos encontrar nas páginas do Novo Testamento: «Sei quem Tu és: o Santo de Deus». E quem o diz? Surpresa das surpresas, um homem que a Bíblia descreve como um endemoninhado, uma pessoa possuída por «um espírito impuro».

Sabemos que no tempo de Jesus, todas as doenças (físicas e mentais) eram consideradas de origem “demoníaca”. Isto não significa que não hajam alguns casos (muito raros e muito delicados) que desafiam a ciência médica moderna e que podem levar a Igreja a considerar a presença real de uma influência demoníaca. Mas não nos é possível determinar a natureza do mal que afligia aquele homem e nem devemos deixar que esta questão nos distraia da catequese que o texto nos quer propor.

Com este episódio, aprendemos que qualquer pessoa (até um "demónio"…) pode reconhecer o Messias e anunciá-lo aos quatro ventos! Todavia, a verdadeira fé não se vê nas palavras bonitas ou nas declarações pomposas, mas sim, numa mudança profunda de vida e no abandono de egoísmos, invejas e ódios. Não basta um «começar a ir à igreja mais vezes...». O Evangelho diz-nos que foi precisamente na sinagoga que Jesus encontrou aquele homem. Talvez nem suspeitasse que era prisioneiro de um demónio: só a presença de Jesus foi capaz de revelar o engano e restituir-lhe a liberdade perdida. É por isso que vos repito: não basta uma mudança superficial. Não basta crer com palavras e dizer que somos cristãos: é preciso “viver a fé” e testemunhar o Evangelho com a própria vida.

P. Carlos Caetano
in LusoJornal 2018.01.26






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